A otite, conhecida como dor de ouvido, atinge aproximadamente 75% dos bebês, geralmente até os cinco anos de idade. Alguns sintomas são genéricos e dificultam o diagnóstico pelos pais, como irritabilidade, choro, falta de apetite e temperatura corporal acima de 38,5º. Por isso, deve-se ficar alerta a condições menos comuns, como a falta de vontade do pequeno em ingerir líquidos, a dificuldade do bebê em repousar a cabeça do lado em que há a infecção no ouvido e o constante movimento de colocar a mão na orelha, principal nas crianças maiores.

A dor de ouvido no bebê pode ser causada pela entrada de água, multiplicação de vírus, bactérias ou fungos e até mesmo pelo acúmulo de leite no local. No bebê, a trompa de Eustáquio é pequena e permite a passagem do leite da garganta para os ouvidos durante a amamentação, especialmente nos bebês que usam mamadeira e ficam deitados enquanto mamam. Viagens de avião também aumentam a probabilidade de aparecimento de otite em bebês.

Alguns cuidados podem ajudar a evitar a dor de ouvido no bebê. A principal é que a criança seja colocada na posição semi-sentada ou segurada no colo durante a amamentação. Ela nunca deve ser deixada deitada sozinha no berço com a mamadeira. Nas viagens de avião, a orientação é que, durante o pouso e a decolagem, o bebê seja segurado no colo e colocado para mamar.

Ar-condicionado e umidificador de ar não contribuem para o aumento de infecção de ouvido em bebês. Entretanto, este último pode ser substituído por uma bacia de água colocada próxima ao berço de bebê.

Tão logo os sintomas de otite em bebê sejam identificados, a criança deve ser encaminhada ao pediatra. Uma fralda aquecida pode amenizar a dor até a chegada ao hospital ou consultório. Fique atento ao problema, pois, em casos mais agudos, a orelha do bebê pode cheirar mal e apresentar pus. Se não tratado a tempo e de formar correta, a dor de ouvido no bebê pode evoluir para uma meningite.